O antigo paradigma energético caracterizado pela abundância de recursos e pela fácil acesso dos países do Norte às matérias primas acabou. Agora são necessários novos mecanismos e abordagens para assegura o acesso a esses recursos energéticos.
Segundo dados da EIA (Energy Information Administration, http://www.eia.doe.gov), os países da UE detêm apenas cerca de 0.6% das reservas de petróleo conhecidas ao mesmo tempo que o consumo total de petróleo dos países da UE representa, segundo a BP, 17,6% do consumo mundial.
Os dados da BP e da EIA refererem também que, relativamente ao gás natural, as reservas europeias representam 1,6% das reservas mundiais enquanto o consumo atinge 16,4% do gás natural consumido em todo o mundo.
O consumo de energia proveniente do petróleo e do gás natural representa mais de 60% da factura energética da EU, 43% e 24% respectivamente. Estes dados revelam a UE como uma grande consumidora de energia proveniente de petróleo e gás natural que, tendo reservas pouco significativas de ambos recursos, é necessariamente um grande importadora destes recursos.
Visto o acima exposto e considero que os maiores exportadores de energia para a UE são Estados pouco estáveis, seria pertinente debater o aumento da produção de energia através do nuclear. Contudo faça-se o debate acabando com mitos, com o debate emocional e idealista e afastando certos fantasmas que pairam sobre o nuclear.