A melhor maneira de combater a pobreza é "ensinar a pescar". Para que isso aconteça é necessário criar nos países pobres uma elite intelectual, justa, com visão ocidental. O problema dos países em desenvolvimento, é que se trata de uma terra em que alguém com o mínimo de escolaridade pode reinar, e aí só as elites é que chegam a atingir escolaridade elevada. É verdade que várias ONGs ensinam as crianças a ler, mas falta dar a essa gente a oportunidade para darem o salto.
Por exemplo, uma criança de moçambique que chegue a ter a oportunidade de fazer a escolaridade toda em Portugal e concorrer a um trabalho importante no nosso país, tratar-se-á de uma fonte importante de apoio ao seu país de origem, será uma voz com influência nas elites ocidentais e que poderá dar um contributo democrático para África. Se em vez de uma, forem algumas dezenas de elites que criamos, juntar-se-á um grupo de gente com conhecimento, cultura ocidental, dinheiro, que poderão estabilizar os seus países de origem. Se isso acontecer, Portugal e a Europa ganharão muito com melhoria das condiçoes nos países pobres,e com a criaçao de elites com fortes ligações a Portugal, que sejam originárias desses mesmos países pobres. A melhor pessoa para salvar um país pobre, é alguém desse mesmo país, e que ao mesmo tempo esteja integrado na cultura Ocidental.
Proponho que nos países pobres se planeiem várias sessões públicas e bem publicitadas, em que se testem as crianças para factores como memória e raciocínio (proponho que não se testem conhecimentos), e que se atribuam bolsas de estudo a essas crianças. O objectivo é dar uma oportunidade de Vida a crianças pobres.
É verdade que já há algumas iniciativas nesse sentido, mas falta alguém em Portugal que dê acompanhe devidamente esses alunos
A iniciativa custa muito pouco, e terá seguramente muito sucesso a longo prazo.
Foi isso que se fez na Fundação Gulbenkian quando atribuiam bolsas aos alunos para fazerem doutoramentos em qualquer parte do mundo (o problema de Portugal na altura era a falta de doutorados com visão internacional)