Desde sempre a UE e suas formas antecessoras tiveram uma posição secundária relativamente aos EUA em matéria de ciência e tecnologia. Os programas científicos de elevada e muito elevada envergadura demonstraram (vide Apolo, e equivalentes) que quanda há orientação para a indústria pelo método de inovação radical, o retorno económico a 20 anos é de 7 unidades monetárias para cada uma de investimento. Se admitirmos uma fiscalidade consolidada de 40%, significa que o proprio retorno fiscal é de 2,8 unidades monetárias por unidade investida. Penso por isso que a UE em lugar de gastar metade do seu orçamento numa PAC sem futuro (nem sequer presente) deveria lançar dois ou três grandes projectos infraestruturais de muito grande dimensão que signifiquem cada um cerca de 5% do orçamento da UE. Deste modo poderá recuperar algum do atraso tecnológico, gerar por projecto cerca de 100.000 postos de trabalho de base cientifica e a prazo um milhão na indústria e serviços. Sugiro que os projectos principais sejam: domínio da tecnologia do hidrogénio para uso corrente; retoma do projecto Tokamac (fusão nuclear) e tecnologias verdes.
Terça, 17/02/2009 - 21:17
contributo para a saida da crisepor Henrique Lopes, Portugal
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