Para estar viva, toda a pessoa tem que comer. Por isso, de uma forma ou de outra, todos os vivos comem. Incluindo os desempregados. Todo o desempregado, para sobreviver, ou tem um subsídio, ou recebe solidariedade familiar.. ou pede esmola.. mas se sobrevive tem que comer e é a sociedade que, de uma forma ou de outra, o alimenta. Há por aí muita gente que quer controlar os gastos do Estado reduzindo os custos com o desemprego. Ora isto não faz qualquer sentido. De uma forma ou de outra, todos os desempregados vivem da solidariedade do sistema, ou formalmente ou informalmente.. mas se continuam vivos é porque a sociedade os mantém vivos. Seja através do orçamento de Estado ou de qualquer outra forma, a sociedade sustenta os desempregados. O que faz sentido, isso sim, é acabar com essa exclusão socialmente aberrante que é o desemprego. E se toda a gente trabalhasse? O que proponho é um programa pelo qual o Estado, em vez de pagar subsídios de desemprego, «garantisse» emprego a todos aqueles que quisessem trabalhar. Pode parecer utópico mas o Estado já garante os depósitos bancários e preços em alguns sectores. O Estado garante o capital dos bancos e de outras empresas. Ora se o Estado «garante» o capital porque não haverá de garantir o trabalho? Assim como assim, o Estado já gasta o dinheiro em subsídios de desemprego... porque não utilizar esse dinheiro para garantir um emprego, que é algo de muito melhor que o desemprego? Para todos?!
Domingo, 01/02/2009 - 20:33
Um emprego para todospor Rui Duarte, PORTUGAL
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