Um plano para relançar a economia europeia

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Para responder de forma coordenada ao agravamento da crise económica, a Comissão Europeia apresentou um plano de relançamento destinado a reforçar o poder de compra e a estimular o crescimento e o emprego. Num valor de 200 mil milhões de euros, este pacote de medidas de curto e longo prazo representa 1,5% do PIB da UE.

A maior fatia, cerca de 170 mil milhões de euros, será disponibilizada pelos orçamentos dos Estado-Membros. Os restantes 30 mil milhões de euros provirão dos orçamentos da UE e do Banco Europeu de Investimento (BEI).

O plano tem em vista proteger os trabalhadores, os agregados familiares e os empresários, as primeiras vítimas da generalização da crise financeira. Propõe ainda um apoio às camadas mais vulneráveis, nomeadamente através da adopção de medidas destinadas a aumentar as competências profissionais e a ajudar as pessoas a manterem o seu emprego ou a encontrarem um novo.

A UE irá acelerar a distribuição dos fundos sociais e regionais, que somam 6 300 milhões de euros. Por outro lado, tenciona conceder incentivos aos sectores mais afectados pela crise, nomeadamente os sectores automóvel e da construção civil, para que produzam automóveis mais respeitadores do ambiente e edifícios mais eficientes do ponto de vista energético.

O Banco Europeu de Investimento, que concede empréstimos a longo prazo, desempenhará um papel mais importante no financiamento de grandes projectos. O BEI já preparou um pacote de 30 mil milhões de euros para ajudar as pequenas e médias empresas a conseguir o crédito de que tanto necessitam.

O plano joga com a flexibilidade permitida ao abrigo das regras da UE sobre os défices orçamentais nacionais, que permitem aumentar temporariamente a margem de manobra dos governos em caso de recessão. Dada a necessidade de medidas urgentes para evitar uma recessão profunda e prolongada na UE, Durão Barroso convidará os dirigentes dos Estados-Membros a aprovarem este plano de relançamento durante a cimeira do próximo mês, e a darem-lhe execução imediata.

O plano é «suficientemente abrangente e ousado para funcionar a curto prazo, mas também suficientemente estratégico e sustentável para transformar a crise numa oportunidade a longo prazo», declarou o Presidente da Comissão.

Ao redinamizar a economia com investimentos em infra-estruturas, tecnologias limpas, eficiência energética e inovação, este plano tem em vista acelerar a transição para uma sociedade do conhecimento e com baixos níveis de carbono e incentivar um aumento das parcerias entre governos e empresas.

Vários países da UE (nomeadamente o Reino Unido, a França e a Alemanha) já anunciaram os seus próprios pacotes de estímulo orçamental. A Comissão Europeia convida agora todos os outros países a seguir este exemplo, mas sob a coordenação europeia. Os governos poderão gastar o dinheiro da forma que considerarem mais adequada à sua economia, dado que enfrentam desafios diferentes. A Comissão Europeia acompanhará os esforços desenvolvidos a nível nacional para garantir que estes não conferirão vantagens competitivas desleais às empresas sediadas nos seus países.

Algumas economias (por exemplo a Eslováquia, a Bulgária, a Roménia e a Polónia) continuam a registar um crescimento económico, mas outras (como a França, a Itália e a Alemanha) estão já "em ponto morto". Enquanto alguns governos se preocupam com a deflação, outros debatem-se com uma inflação que excede os 10% (Bulgária, Estónia e Lituânia).


Fonte: Europa

 

 

5 comments
Portugal

A actual Comissão Europeia e, nomeadamente, o seu Presidente são co-responsáveis em termos políticos pela actual grave situação económica, por isso não podem inspirar e sustentar nenhuma motivação junto dos Europeus para vencerem a crise.

A actual comissão está ferida de credibilidade, porque obrigou os países a um défice das contas públicas até aos 3% do PIB, como o vector mais importante da regulação económica dos vários estados, obrigando os países, particularmente Portugal, a politicas de corte das despesas sociais e da segurança social com um custo excessivo e quase insuportável para as classes trabalhadoras e média, para num momento de crise, e só para evitar as convulsões sociais, de um modo apressado e provisório fazer tábua rasa de toda a doutrina que antes defendiam como a única que poderia evitar a Europa de entrar em recessão e garantiria aos europeus uma qualidade de vida digna.

Perante o total fracasso das políticas da Comissão Europeia e o seu completo alinhamento com a política neo-conservadora americana de Bush, os programas da actual Comissão Europeia não devem merecer a confiança dos cidadãos europeus que deveriam exigir a sua demissão, porque manifestamente a sua perspectiva neo-liberal e neo-conservadora não é a adequada para a actualidade, nem para o Futuro, como o povo da Grécia há dias e hoje o povo de França dizem na rua.

A Europa precisa de nova liderança. A actual liderança só nos pode conduzir a uma idade das trevas, à idade Média do sec XXI.

andrade da silva

O dinheiro pode ser comparado ao sangue que, em seu circuito, distribui pelas células do corpo todos os nutrientes que elas precisam para garantir o equilíbrio do sistema. Assim também o dinheiro (Sangue monetário) se for distribuído na pressão e quantidade certa levará a cada pessoa pobre, o valor que ela precisa para comprar alimentos e utensílios que necessita para viver tranqüilamente. Se esse mínimo suficiente, chegar a cada pessoa pobre, teremos alcançado o equilíbrio social que abre a porta para a paz. O dinheiro está congestionado em 2/3 da população enquanto 1/3 sofre de isquemia e morte por desnutrição por conseqüência da congestão nos 2/3. Para evitar o conflito que está sendo preparado, para desencadear a guerra de combates corpo a corpo, precisamos ampliar, sem demora. a rede de artérias,.A rede de captura e distribuição do dinheiro e retirada do material gasto para reciclar, são o comércio  e o fisco. Cada produto vendido ao consumidor, desde um pão até um navio, terá de ser acrescido de uma percentagem de 10% (sugestão) para o seguro social para torná-lo capaz de garantir o salário de desemprego sem cessar a todos os pobres. Pela via do consumo é possível tirar da congestão o tanto suficiente para acabar a isquemia. A pessoa humana, empregada ou desempregada, não pára de consumir e, portanto, não pode ser desligada da energia que a mantem viva. O pobre vai pagar mais 10% na compra de uma bicicleta e o rico pagará a mesma percentagem na compra um carro ou de um navio. É uma percentagem suportável para qualquer classe A finalidade deste tipo de cobrança para o social é um acerto de contas para tirar, de quem tem mais do excesso retido, que gerou a miséria. A percentagem a pagar adicionada às compras e serviços é exclusiva para o Seguro social e não é mais um imposto: é simplesmente a transferência da contribuição de empregados e empregadores para ser paga pelos consumidores ativos e inativos, capazes e incapazes, durante a vida, sem interrupção porque o salário também não será interrompido . Não adianta investir nas empresas para produzir mais se os pobres não puderem comprar e a classe média continuar endividada por causa do crédito fácil que gerou a crise. Então é preferível investir nos pobres e nas famílias de baixa renda, endividadas. O seguro social da U E, tem que ser centralizado e o valor da reforma tem que ser igual em todos os países membros para começar a nivelar debaixo para cima. Bernardo Lopes da Rocha.

portugal

Para isso já existe o IVA, que é de 20%! O que acho assustador! ou seja, se eu compro algo que custe 100 euros, terei de pagar mais 20 euros que serão entregues ao estado (finanças). Deste modo, o produto que irei comprar fica muito mais caro, o que me faz optar por um que custe apenas 80 euros, por exemplo... O problema dos pobres é que não têm posses para comprar e a sua ideia é aumentar ainda mais 10% desse valor?Assim é que tínhamos um colapso ainda maior.

Para realvst. O seu comentário fez-me pensar que o Sr é formado e vive sem dificuldade financeira e que só tem mais dois anos do que um terço da minha idade. As diferenças entre nós são difíceis de descrever. Eu tenho a quarta classe que terminei em 1943 no município de Cinfães.
Depois disso aprendi, lendo livros, jornais escutando rádio vendo televisão e nos últimos 10 anos pesquisando na Internet.
Morei no Porto algum tempo antes de embarcar para o Brasil, há 47 anos. Nunca mais voltei a Portugal, mas não esqueci a minha Pátria.
Porque eu haveria de dizer isto! Simplesmente porque acho que não vemos a sociedade humana de modo global . Eu vejo o “mundo financeiro dos excluídos e desempregados pobres” -financeiro sem dinheiro é piada mesmo - e você certamente entende tudo do mundo financeiro real dos ricos e, por isso, não entendeu o meu plano, que é baseado nas confissões, broncas e desabafos dos excluídos.
Então vou acrescentar uns pequenos detalhes e algumas repetições para facilitar o entendimento da minha proposta. Para entendê-la, deve olhar e analisar o mundo daqueles mil milhões de humanos que vivem com menos de 40 dólares p/ mês.
Por força do destino ou casualidade vivi mais de 30 anos como pequeno empresário perto de comunidades pobres no Rio de Janeiro, onde funciona o governo paralelo nas comunidades pobres, mas que está ligado, ao governo paralelo, sediado nos paraísos fiscais. Você não teve essa oportunidade?
Agora mando o remendo: digo temendo porque certamente, como tal o classificará.
O imposto que propus para ser acrescentado ao valor das compras de pobres e ricos, honestos e desonestos, visa atingir todos durante a vida.
Ninguém poderá ser isento, considerando que todas as classes tiveram participação na criação da área dos excluídos por descaso ou ganância.
O imposto, não é um novo imposto, é simplesmente a transferência do que está a ser pago por uma parte da população, para ser pago por todos, desde o nascimento até á morte.
Por isso os impostos que são destinados ao seguro social; somente esses, serão anulados por efeito da transferência.
Então, o percentual acrescido ao valor das compras no varejo, é um acerto de contas, que não é mais nem menos, que a devolução do excesso de dinheiro que circula somente nas classes legais e ilegais, para o mundo dos excluídos ainda escravizados (Mundo fornecedor de escravos que não podem ser negociados á moda antiga)
Os Excluídos baseiam o seu plano num princípio simples que é o sequinte: Tudo que a Terra produz, por ação do Sol, é destinado a todos os humanos de maneira que garanta o indispensável a cada um através do salário desemprego para todos os pobres até o próximo.
Quando não houver humanos, vivendo abaixo do nível suportável sem dificuldade, podemos considerar, as fortunas pessoais, como bem legal.
Eu não sei como é arrecadada a contribuição para o seguro social em Portugal, mas sei que algo tem que ser feito para garantir o salário desemprego dos pobres, sem interrupção, se não houver trabalho. Não estou preocupado com os ricos! O órgão pagador desse salário tem que ser as classes que detém a parte que foi negada aos pobres através das compras. Os excluídos acham a devolução deve acontecer no ato de cada compra e enviada imediatamente para a previdência social que a enviara, na forma de salário a cada pobre desempregado acrescida de 1/3 para cada dependente menor. B L R

portugal

Boas! Admiro imenso a sua história de vida. Eu mesmo também estive um tempo num país estrangeiro, a viver e a trabalhar lá, e compreendo esse sacrificio. O sacrificio de deixarmos o nosso país. Mas também voltei, até porque acho que Portugal será sempre o meu país e nada me dá mais satisfação do que viver junto da minha família e amigos.

No entanto, discordo da sua opinião àcerca dos 10% acrescentados aos preços dos produtos. E isso posso explicar-lhe do seguinte modo:

- primeiro, porque a segurança social já todos nós pagamos (os que trabalham) o que corresponde a um valor que pode ir dos 150€ aos 190€ por mês. Além desse montante que é pago à segurança social ainda é acrescido o montante de 5% a 20% dos ganhos de vencimento que pagamos todos os meses às Finanças, que é o IRS.

- Ainda assim, a cada produto que compramos, seja objecto, produto alimentar, qualquer coisa que compremos (seja-se pobre ou rico), temos ainda de acrescentar 20% do valor desse produto, ao que chamamos Imposto de Valor Acrescentado (IVA).

- Ora, acontece que com a crise os preços dos produtos têm aumentado e nem o aumento do valor do ordenado minimo é soficiente muitas das vezes para fazermos face à crise. Se formos a aumentar ainda mais o valor desse IVA aí o valor dos produtos ficaria ainda mais alto, o que tornaria ainda pior o estado económico em que vivem actualmente as famílias portuguesas!!

Aumentar 10% ao valor dos produtos não iria dar mais aos pobres, mas sim tirar-lhes ainda mais!! Os pobres poderiam até receber mais de Rendimento Mínimo ou de Subsídio de Desemprego, mas isso não ia adiantar de nada, pois as coisas ficariam ainda mais caras e a vida ainda mais dificil, tanto para pobres como para ricos!! Depois, as pessoas passariam a comprar ainda menos por causa desse aumento dos preços, o que iria complicar ainda mais o estado da Crise! Menos vendas por parte dos fabricantes é igual a menos necessidade de produção e a menos dinheiro para pagar ordenados, o que levaria a um numero maior de despedimentos. Mais pessoas iriam para o desemprego, baixando assim as capacidades económicas da Segurança Social para fornecer subsídios de desemprego aos desempregados e rendimentos minimos aos mais carenciados...

Por isso: aumento de 10% nos custos de consumo = menos poder de compra, aumento do desemprego, agravamento da Crise actual...