Não faz sentido nenhum ensinar esperanto
Terça, 17/03/2009 - 14:24
Não faz sentido nenhum ensinar esperanto
Não faz nenhum sentido ensinar uma língua criada no século XIX num contexto completamente ultrapassado. Ao contrário das inúmeras línguas vivas e dinâmicas que enriquecem a cultura europeia, esta língua planeada não tem o menor futuro num mundo multicultural e complexo fruto do inexorável processo de globalização. Além disso, o inglês já assumiu o papel de língua mundial. Tirar tempo dos estudantes portugueses, sobretudo do estudo de línguas vivas, para reviver uma ideia de dois séculos atrás não me parece razoável.
Concordo plenamente com o comentário anterior.
O esperanto não tem qualquer utilidade prática. Será certamente mais proveitoso insistir-se na aprendizagem de várias línguas desde tenra idade.
O facto de o Esperanto ter sido criado no séc. XIX não implica em nada a sua importância. Até podia ter sido criada hoje ou amanhã...
Não se trata de uma língua que vinha a substituir o Inglês ou qualquer outra, trata-se de uma língua mais simples, mais abrangente, mais fácil de aprender, mais igualitária e que certamente faria melhor a sua função de universalidade do que o Inglês ou, antes, o Francês.
Concordo, sim, com o ensino desta língua que acho bastante útil.
Só alguém falando várias línguas e vivendo num espaço multilíngue como Lázaro Luís Zamenhof se poderia lembrar de uma língua universal e isenta. Bem, isenta do chinês e hindu, pois os seus vocábulos provêm das línguas latinas, germânicas e eslavas. A sua gramática é regular e sem excepções. A sua pronúncia e ortografia é regular e sem excepções. O seu vocabulário científico é actualizado. Não é a língua de ninguém, mas a língua de toda a gente. Só tem um defeito, os anglo-saxónicos terão de aprender "uma língua estrangeira", coisa que até aqui só os "colonizados" o faziam. E esta?...
Eu dou explicações a alunos do ensino preparatório e secundário e reparo que os nossos jovens de língua portuguesa já pouco dominam. Para eles as novas tecnologias, levaram a que o português esteja a ser muito mal tratado com o uso excessivo de abreviaturas e de "x's".
O que realmente me espanta, é que tendo eu 37 anos, o sistema de ensino ainda seja o mesmo actualmente.
Como a educação em Portugal não se foi modernizando, seria apologista de um corte radical com o passado e com a criação de um novo modelo educacional que vá mais de encontro às necessidades dos nossos jovens. Poderia começar-se por escolas piloto e gradualmente, com a melhoria desses projectos piloto, que o mesmo fosse aplicado gradualmente a todo o país.
Balthazar
Não faz qualquer sentido a proposta de inserir a aprendizagem do esperanto no nosso sistema educativo. É uma língua práticamente morta com pouca utilidade para os dias de hoje.
Pedro Santana Cepeda
Se o esperanto existe há 2 séculos e ainda não "pegou" certamente não será assim tão funcional e milagrosa como os seus defensores afirmam. Existem graves lacunas no ensino das línguas, mas também no ensino da historia, principalmente por não passar a sua utilidade principal: aprender com os erros do passado e reflectir criticamente sobre opções tomadas, para podermos seguir para um futuro melhor...