Não faz sentido nenhum ensinar esperanto

Não faz sentido nenhum ensinar esperanto

Não faz nenhum sentido ensinar uma língua criada no século XIX num contexto completamente ultrapassado. Ao contrário das inúmeras línguas vivas e dinâmicas que enriquecem a cultura europeia, esta língua planeada não tem o menor futuro num mundo multicultural e complexo fruto do inexorável processo de globalização. Além disso, o inglês já assumiu o papel de língua mundial. Tirar tempo dos estudantes portugueses, sobretudo do estudo de línguas vivas, para reviver uma ideia de dois séculos atrás não me parece razoável.


Concordo plenamente com o comentário anterior.
O esperanto não tem qualquer utilidade prática. Será certamente mais proveitoso insistir-se na aprendizagem de várias línguas desde tenra idade.

O facto de o Esperanto ter sido criado no séc. XIX não implica em nada a sua importância. Até podia ter sido criada hoje ou amanhã...
Não se trata de uma língua que vinha a substituir o Inglês ou qualquer outra, trata-se de uma língua mais simples, mais abrangente, mais fácil de aprender, mais igualitária e que certamente faria melhor a sua função de universalidade do que o Inglês ou, antes, o Francês.
Concordo, sim, com o ensino desta língua que acho bastante útil.

Só alguém falando várias línguas e vivendo num espaço multilíngue como Lázaro Luís Zamenhof se poderia lembrar de uma língua universal e isenta. Bem, isenta do chinês e hindu, pois os seus vocábulos provêm das línguas latinas, germânicas e eslavas. A sua gramática é regular e sem excepções. A sua pronúncia e ortografia é regular e sem excepções. O seu vocabulário científico é actualizado. Não é a língua de ninguém, mas a língua de toda a gente. Só tem um defeito, os anglo-saxónicos terão de aprender "uma língua estrangeira", coisa que até aqui só os "colonizados" o faziam. E esta?...

Eu dou explicações a alunos do ensino preparatório e secundário e reparo que os nossos jovens de língua portuguesa já pouco dominam. Para eles as novas tecnologias, levaram a que o português esteja a ser muito mal tratado com o uso excessivo de abreviaturas e de "x's".

O que realmente me espanta, é que tendo eu 37 anos, o sistema de ensino ainda seja o mesmo actualmente.
Como a educação em Portugal não se foi modernizando, seria apologista de um corte radical com o passado e com a criação de um novo modelo educacional que vá mais de encontro às necessidades dos nossos jovens. Poderia começar-se por escolas piloto e gradualmente, com a melhoria desses projectos piloto, que o mesmo fosse aplicado gradualmente a todo o país.

Balthazar

Não faz qualquer sentido a proposta de inserir a aprendizagem do esperanto no nosso sistema educativo. É uma língua práticamente morta com pouca utilidade para os dias de hoje.
Pedro Santana Cepeda

Se o esperanto existe há 2 séculos e ainda não "pegou" certamente não será assim tão funcional e milagrosa como os seus defensores afirmam. Existem graves lacunas no ensino das línguas, mas também no ensino da historia, principalmente por não passar a sua utilidade principal: aprender com os erros do passado e reflectir criticamente sobre opções tomadas, para podermos seguir para um futuro melhor...