Latim como segunda língua

Latim como segunda língua

Não creio que se deva privilegiar nunca uma língua duma nacionalidade sobre todas as outras. Sou contra qualquer ideia de hegemonização do inglês, ainda que eu próprio seja fluente nessa língua.

O princípio da União Europeia deveria ser sempre a diversidade linguística, estimulando o mais possível a aprendizagem de terceiras e quartas línguas, no ensino, de outros países membros.

Ainda que compreenda que nem todos os países da UE tenham tido o latim como parte da sua história de língua nacional, gostaria que outros pudessem vir a ter a oportunidade que eu não tive de poder aprender latim desde cedo. Uma das vantagens é criar uma base intelectual sobre a qual se facilitasse a aprendizagem de outras línguas europeias.

Mas nunca, nunca, se procure estabelecer qualquer língua como língua única da União Europeia. Tal seria um atentado ao valor da diversidade.


O latim tem ainda a vantagem de ser utilizada por legisladores em toda a europa. O seu valor legar é importante sobretudo quando diferentes versões em diferentes línguas da mesma lei (ou regulamento) são interpretadas de forma diferente.

Se quisermos uma língua que já demonstrou funcionar em termos de comunicação internacional e que é muitíssimo mais simples do ponto de vista gramatical, então deveríamos optar pelo esperanto.

O esperanto tem ainda a vantagem de ter uma base de vocabulário mais alargada (não dando tanta vantagem às línguas românicas) e aproveitar várias técnicas de simplificação inteligentes que nem o latim nem as línguas europeias têm.

podem visitar esperanto.net ou lernu.net para mais informações.

A lingua comum em toda a União, deveria ser o Esperanto, ou uma lingua criada a partir das palavras mais faladas dentro da UE.
As crianças em idade escolar, deveriam aprender apenas duas linguas (em detrimento das aprendidas actualmente- Ingles,Frances-Alemão-Portugues-Espanhol, etc...)
As unicas linguas a serem aprendidas na escola, deveria ser a Lingua Europeia e a Lingua Mãe.
Dentro de alguns anos, apenas se falaria nas organizações europeias a lingua comum, e nunca se perderia a identidade da lingua que continuava a ser falada dentro o País.
Nem os países perderiam a sua indentidade linguistica, e ao mesmo tempo se poupariam milhões de Euros nas traduções dos documentos que se fazem para as linguas de trabalho da União.
Neste caso, um portugues, continuaria a falar o português e a lingua Europeia, assim como um Irlandes falaria a lingua Europeia e o Gaélico.
Desta maneira, acabava-se a "obrigação" de se saber Ingles, Frances, Alemão ou outra lingua....

O custo económico da não existência de uma língua comum na europa já foi avaliado: 34 mil milhões $/ano.

detalhes em francês:
cisad.adc.education.fr/hcee/documents/rapport_Grin.pdf

referência em inglês:
illinois.edu/blog/view?topicId=947

Terá sido (creio...) Humberto Eco a afirmar que a língua comum à Europa deverá ser... a TRADUÇÃO. Pessoalmente, parece-me uma perspectiva muito interessante para a questão da comunicação no Espaço Europeu. Da minha experiência (prática) pessoal, parece-me que o recurso ao uso de diferentes línguas só pode resultar no franco enriquecimento mental e cultural de quem o pratica.

Embora me pareça que o esperanto pela sua logicidade e regularidade é bem mais fácil do que o latim, nada tenho contra a sua proposta. Para mim, o essencial é perceber que sem uma língua neutral não é possível fazer avançar o projecto europeu. E que o que dum modo camuflado a UE está a fazer (pôr o inglês como língua comum) é a maior ameaça ao futuro da UE. A razão é simples. Para haver UE tem que haver igualdade cultural. Por isso nenhuma língua pode estar num plano diferente das restantes. Não há volta a dar-lhe. Se queremos avançar com o projecto da UE precisamos duma língua comum neutral. Latim ou esperanto. Voto pelo esperanto uma vez que é de mais fácil aprendizagem. Cumprimentos
Obs: a sua proposta não aparece na votação. Volte a colocá-la e escolha uma área diferente da da Educação. Justiça social, pode bem ser.

Se há coisa que a União Europeia tem tentado é preservar as identidades linguísticas dos vários países que a compõem. Prova disso são as avultadas quantias que gasta todos os anos em tradução de documentos, textos, e em intérpretes. Outro exemplo, porventura pequeno mas simbólico é o facto do seu site oficial poder ser apresentado nas 26 línguas oficiais da UE.
Não me parece que haja línguas intencionalmente favorecidas ou "impostas" no seio da Comunidade, se bem que por razões funcionais o francês, mais até que o inglês, seja utilizado nos seus órgãos institucionais. No entanto, para efeitos de candidatura a postos de trabalho comunitários é pedida apenas a língua materna e outra língua europeia, mais uma prova que não existem línguas favorecidas na UE
O projecto europeu pode muito bem avançar sem uma língua comum; mesmo que a pretensão federalista tomasse a dianteira desse mesmo processo, não existem países com várias línguas oficiais?
Além disso, a imposição de uma língua comum seria um passo extremamente radical, sobretudo para países algo euro-cépticos, como é o caso do Reino Unido. Tal imposição apenas criaria tensões desnecessárias.
Na minha opinião, a União Europeia e todos nós só temos a ganhar com a aprendizagem de várias línguas; como se costuma dizer, "O saber não ocupa lugar".