Polítca de Cooperação da UE
Antes de mais, a política externa comunitária deve ser abordada numa óptica diferente do que era na década de 80. Como se comprova nos casos de sucesso em África, o desenvolvimento económico cauteloso e sustentado traz às populações desenvolvimento social e, a prazo, no campo político. Mas não cabe à UE impor vias e/ou modelos. Cabe à UE, no campo das negociações internacionais, condicionar apoios conforme a implementação de instrumentos de defesa e consagração dos DH, de valores básicos de democracia, transparência de mercados (combate à corrupção) e desenvolvimento humano. É por aqui que se pode emprestar um apoio efectivo aos países em desenvolvimento e não com uma postura altiva e sobranceira que levam, em momentos de crise, a afastar potenciais aliados externos fundamentais perante objectivos importantes (ex: combate ao terrorismo). Por fim, o verdadeiro apoio que a UE poderá emprestar no combate à pobreza e na ajuda ao desenvolvimento é a integração crescente destes países na comunidade internacional de negócios, apostando nas cadeias produtivas, integrando-os nas negociações internacionais mas, igualmente, responsabilizando-os perante a sua prestação interna e externa (ex: o Sistema de Preferências Generalizado da UE é altamente favorável a estas países e sem condicionalidade que ofereça à UE argumentos aquando das negociações), de forma a que as políticas externas da UE ganhem uma perspectiva de co-responsabilidade e de co-propriedade, com os ganhos e esforços suplementares daí decorrentes.
lcanhacampos,
acho que seria interessante traduzir as suas ideias numa proposta de acção concreta.
Ana Fraga
Porto
PORTUGAL
Ana Fraga
Porto
PORTUGAL
Considero pertinentes as observações apresentadas para resolução de determinados problemas que sobressaem nas relações entre os países da Comunidade Europeia e os países em desenvolvimento de outros continentes para minimizar os focos de pobreza e educação que nestes se verificam.
Porém, na minha opinião, haveria que acrescentar determinadas consequências que aquelas relações iriam provocar no âmbito da UE. Senão vejamos: qualquer ajuda substancial que a Comunidade Europeia preste àqueles países, vem originar um baixo custo na produção de bens de consumo "principalmente de origem agrícola" que provocariam enorme concorrência à própria produção europeia que está a sobreviver à custa da injecção de subsídios que lhe permite produzir a preços rentáveis.
Assim, há que implementar esta cooperação com um rigoroso equilíbrio para evitar choques intransponíveis.
Este assunto tem enorme influência no fluxo e refluxo de emigração, pois se essas ajudas provocarem o desenvolvimento daqueles países, levarão ao retorno de grande parte dos emigrantes às suas origens, dando lugar ao aparecimento e ocupação de postos de trabalho.