Os grandes desafios do nosso tempo
Os grandes desafios do nosso tempo – segurança energética, combate às alterações climáticas, luta contra o terrorismo e o crime organizado, etc. - não têm fronteiras, pelo que exigem respostas globais. Nenhum Estado pode, isoladamente, encontrar a solução para estes problemas. Justifica-se, portanto, mais coordenação e até acções conjuntas.
A Estratégia de Lisboa continua a ser a melhor resposta da União Europeia aos desafios da globalização. Contém soluções para assegurar o crescimento económico e a criação de emprego, garantindo, ao mesmo tempo, coesão social e preservação ambiental. No actual contexto internacional, de instabilidade financeira e económica, a Estratégia de Lisboa readquire ainda mais importância. O investimento em energias renováveis e em novas tecnologias gera desenvolvimento económico e cria novos postos de trabalho. Precisamente aquilo de que a Europa e o Mundo mais precisam: crescimento económico e empregos.
Os grandes desafios começam-se a resolver pelas coisas simples. Comecemos por fazer uma educação para a cidadania plena, sem utopismos. Realistas. E incluamos nisso a educação dos decisores. Para que quando tomem decisões, tenham pleno alcance de todas as consequências. E dou um exemplo muito simples. Decidiu-se pelo empacotamento de tudo o que é vendido, quase sempre em plástico. Não houve decisões subsequentes, com a mesma determinação e obrigação, para a reciclagem dessas embalagens. Solucionaram, bem, num campo e criaram um problema noutro. E lembro só aqueles pauzinhos de plástico para mexer o café. Quantos se consomem e se desperdiçam por dia? E as embalagens de papel onde eles estão contidos?
Isto é só, e mesmo só, um exemplo. Mas resolvendo as pequenas coisas se atingem as grandes soluções.
Criar emprego não sustentado é uma miragem, como se comprova a cada momento com o investimento estrangeiro que, não obstante ser subsidiado, fecha a porta e abala. Não me consta que a estratégia de Lisboa ponha cobro a isto. Tal como não ataca um mal de raiz que é a política agrícola europeia. A Europa paga para abandonarmos os campos, com base numa política agrícola que assenta na cultura intensiva, apoiada em químicos e geradora de excedentes. Mas poderia alargar a actividade agrícola (com vantagens várias para todos os países: pondo cobro ao desemprego e contrariando a desertificação dos campos) se apostasse numa agricultura verde, necessariamente não intensiva e obviamente extensiva.
Como ja e conhecido, a criação de empregos assenta numa plataforma muito concreta que passa por saber o que fazer depois com as produções o que não acontece.O que está a acontecer é que subsidiamos tudo e mais alguma coisa, por ex. na agricultura, continuamos a subsidiar o metro quadrado de terra, os agricultores vêem nisso uma forma de ganhar mais alguns euros e pouco mais. Quando pensamos nos milhões que gastamos na ajuda aos países de ec.recorrente estamos certamentente a desperdiçar aquilo que nos fará falta. Quando pensamos no tema Gripe Suína certamente que nos esquecemos que os milhares gastos em conferências e" tatitatas" teriam uma maior mais valia se fossem aplicados na luta contra a febrre. Deixemos de ser lunáticos...
Vera Lucia
É verdade HLopes. Não sou contra ajudar outros países, mas não estamos em condições de o fazer. E, concordo plenamente quando diz sobre o dinheiro que o governo gasta com as recepções " de luxo ", com direito a levar os assessores todos.....se calhar ainda inventam subsídio para o BPP e nós, continuamos a viver com um salário mínimo que os nossos governantes acham que é o suficiente. E que tal propormos-lhes uma troca?